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Monitoras de Educação Infantil seguem em greve em São Sebastião do Caí
As monitoras de Educação Infantil da rede municipal de São Sebastião do Caí informam que a greve segue mantida, com a adesão de um grande grupo de profissionais.
Na segunda-feira, 27, as monitoras de educação infantil da rede municipal de São Sebastião do Caí encaminharam e protocolaram um ofício solicitando a abertura de diálogo com o Executivo Municipal. No documento, elas pedem que uma monitora representante de cada escola tenha a oportunidade de conversar diretamente com o prefeito, com o objetivo de buscar uma negociação e avançar na resolução das demandas da categoria.
“Até o momento, não houve retorno por parte do prefeito. Ainda assim, reforçamos que seguimos abertas ao diálogo e aguardamos um posicionamento oficial. Reiteramos também a importância da transparência quanto aos recursos do Fundeb, solicitando a apresentação do saldo disponível, para que seja analisada a possibilidade de repasse aos profissionais da educação infantil. Seguimos mobilizadas, na expectativa de uma resposta e de avanços concretos”, relataram em nota as monitoras.
Entenda
As monitoras da rede municipal de educação infantil de São Sebastião do Caí decidiram manter a greve iniciada em 22 de abril. A decisão foi tomada em assembleia na última sexta-feira, após reunião entre representantes do Sindicato dos Municipários de São Sebastião do Caí (Simcai) e o prefeito João Marcos Guará.
A paralisação tem como principal motivo o descumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece monitores como profissionais do magistério. A legislação garante o direito ao piso nacional dos professores, independentemente da nomenclatura do cargo. Além do piso, a categoria reivindica um dia semanal para planejamento pedagógico, de forma remota, e a retomada de ao menos três dias de recesso no inverno.
A prefeitura informou que as Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) continuam atendendo as crianças durante a paralisação. Segundo a administração, as equipes têm atuado para minimizar os impactos e garantir o acolhimento às famílias. Desde o início do ano, o Executivo realiza análises técnicas, jurídicas e orçamentárias sobre a pauta. Por determinação do prefeito, será constituído um grupo de trabalho com representantes das nove EMEIs do município para dar continuidade ao diálogo com a categoria. De acordo com a prefeitura, dos 150 monitores da rede, 70 aderiram à greve. Com metade dos profissionais em atividade, foi possível reorganizar turnos e ampliar o atendimento. As famílias têm sido informadas continuamente sobre os ajustes realizados.
O Executivo reforça que a Lei nº 15.326/2026 foi criada pelo governo federal sem previsão de recursos para execução, impondo aos municípios uma obrigação financeira que não têm condições de absorver. O impacto estimado para São Sebastião do Caí ultrapassa R$ 15 milhões por ano.