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Pacientes que contraem leptospirose tem 90% de chance de cura, mas diagnóstico precisa ser rápido

05/02/2026 - 08h11min

imagem Reprodução Pixabay

A leptospirose é uma doença transmitida pelo contato ou ingestão de água e alimentos contaminados. Com alta letalidade e gravidade, o tratamento precisa ser imediato a partir dos primeiros sintomas. Segundo o Instituto Butantan, cerca de 90% dos infectados podem se curar com tratamento adequado, mas a doença é grave e requer diagnóstico rápido, pois o risco de morte aumenta sem intervenção antibiótica. A doença é letal em cerca de 9% a 10%, podendo superar 50% nos casos mais graves com hemorragia pulmonar.

Segundo o Ministério da Saúde, a leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida a partir da exposição direta ou indireta com a urina de animais, principalmente ratos, infectados pela bactéria do gênero Leptospira spp. Além de água contaminada, a doença pode ser transmitida pela lama de enchentes, que tem alto poder infectante e adere a móveis, paredes e chão. Neste caso, o recomendável é retirar essa lama (com a proteção de luvas e botas de borracha ou de sacos plásticos) e lavar o local, desinfetando-o com uma solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, na seguinte proporção: para 20 litros de água, adicione duas xícaras de chá (400ml) de hipoclorito de sódio a 2,5%. Aplicar essa solução nos locais contaminados com lama, deixando agir por 15 minutos.

Como a manifestação dos sintomas normalmente ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco, segundo o Ministério da Saúde, ao sentir dores no corpo, febre, dor abdominal, diarreia ou vômito é necessário procurar uma assistência de saúde.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir da coleta de sangue, no qual se verifica há presença de anticorpos para leptospirose (exame indireto) ou a presença da bactéria (exame direto). O tratamento com o uso de antibióticos deve ser iniciado no momento da suspeita, conforme nota técnica divulgada pelo Ministério da Saúde. Para os casos leves, o atendimento é ambulatorial, mas, em casos graves, a hospitalização deve ser imediata, visando evitar complicações e diminuir a letalidade. A automedicação não é indicada. Ao suspeitar da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde e relatar o contato com exposição de risco.

Em casos mais graves, a leptospirose pode evoluir para a Síndrome de Weil, caracterizada pela icterícia rubínica (pele alaranjada), insuficiência renal aguda e hemorragias (principalmente pulmonar), ela ocorre na fase tardia da infecção, com alta letalidade, exigindo hospitalização imediata devido ao colapso de múltiplos órgãos, como fígado e rins.

Em Ivoti

Um ivotiense contraiu a doença durante viagem de férias, em janeiro, ao lidar com um ninho de rato que estaria preso em um veículo. O homem, que não foi identificado, precisou ser internado e segue em tratamento. O início dos sintomas ocorreu em 14 de janeiro, com suspeita de que pudesse ser dengue, ele seguiu para atendimento médico e acabou por internar na UTI no domingo, 18 de janeiro, confirmando a Leptospirose. Agora, ele já apresenta sinais de melhora e foi extubado, mas segue inspirado cuidados.

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