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Superlotação no sistema prisional faz presos aguardarem em delegacias e viaturas

23/04/2026 - 17h08min

Foto : Alina Souza / CP Memória

Rio Grande do Sul- A superlotação do sistema prisional do Rio Grande do Sul voltou a gerar impacto direto nas forças de segurança nesta quinta-feira, 23. Segundo a UGEIRM (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia), 76 pessoas presas estavam sendo mantidas em delegacias e até em viaturas, à espera de encaminhamento ao sistema carcerário.

Em Porto Alegre, a situação mais crítica se concentra no entorno do Palácio da Polícia. Pela manhã, havia 15 detentos na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, quatro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Deam, e outros três permaneciam dentro de viaturas estacionadas nas proximidades.

O cenário se repete poucos dias após outro episódio semelhante: na segunda-feira (30), ao menos 58 presos aguardavam em veículos por falta de vagas no sistema prisional. Sem espaço nos presídios, o fluxo padrão — da prisão em flagrante ao encaminhamento ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional, Nugesp, acaba interrompido, forçando a custódia improvisada em delegacias e viaturas.

A situação remete a um período de crise já enfrentado pelo Estado entre 2016 e 2019, quando cenas semelhantes eram recorrentes. O Nugesp, criado em 2022 para tentar organizar e aliviar o sistema, tinha como objetivo evitar a repetição desse cenário, mas os dados recentes indicam que a capacidade de absorção de novos presos volta a ser um desafio para o sistema prisional gaúcho.

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