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Últimos dias da exposição que une arte, ciência e natureza no Centro Cultural da UFRGS

08/06/2026 - 12h15min

Atualizada em 08/06/2026 - 12h18min

O morador de Lindolfo Collor e artista visual Mauro Espíndola encerra no dia 16 de junho a exposição PANAPANÃ – Papilionis Transectum, em cartaz no Centro Cultural da UFRGS, em Porto Alegre. Selecionado pelo edital do Centro Cultural e contemplado pelo FUMPROARTE, o projeto transforma o espaço em um gabinete de curiosidades contemporâneo, cruzando arte, ciência e natureza.

Com curadoria de Marilice Corona, a mostra reúne gravuras, livros de artista e objetos criados a partir de pesquisas de Espíndola no Moinho da Capivara, seu estúdio na zona rural de Lindolfo Collor. Galhos queimados, vegetais em deterioração e borboletas encontradas sem vida são reorganizados em sistemas que lembram catalogações científicas, mas falam sobre tempo, memória e impermanência. O artista ainda amplia o caráter ficcional da obra com os heterônimos Emanoel Leichter e Francysca Omolara, que ampliam a dimensão ficcional e conceitual do projeto, embaralhando os papéis de autor, pesquisador e pseudocientistas imaginários. Durante mais de dois meses, o projeto funcionou como laboratório vivo. A abertura teve cozinha experimental com Marga Noronha e Ana Balen, e performance musical do maestro Antônio Carlos Borges-Cunha com Vagner Cunha e a Orquestra de Flautas Doces do IFRS-UFRGS. Também houve o debate Conversas Cruzadas sobre colecionismo e gabinetes de curiosidades, além de performance de cinema expandido do Duo Strangloscope e visitas mediadas com acessibilidade.

O encerramento, no dia 16 de junho às 18h, terá performance da bailarina Daggi Dornelles com imagens de Frank Jeske, em diálogo com a reapresentação da composição PANAPANÃ. Na mesma noite ocorre o lançamento do catálogo da mostra, com 50 exemplares gratuitos.

Mauro Espíndola, nascido no Rio de Janeiro em 1962, é doutorando em Poéticas Visuais pela UFRGS e vencedor do Prêmio Açorianos. Desde o seu atelier, Moinho da Capivara, em Lindolfo Collor, desenvolve projetos que ligam arte, ciência e natureza, explorando memórias, identidades e a fronteira entre real e imaginário.

 

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