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Mandante de duplo homicídio em Igrejinha é condenado a 60 anos de prisão e executores a mais de 40 anos

25/02/2026 - 16h30min

O Tribunal do Júri em Igrejinha condenou, na terça-feira, 24 de fevereiro, três réus acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por duplo homicídio ocorrido em 2021, em um crime envolvendo desavenças entre integrantes de uma facção criminosa. O mandante foi sentenciado a 60 anos de prisão, enquanto os executores foram condenados a penas superiores a 40 anos, em julgamento que teve na acusação os promotores de Justiça João Francisco Ckless Filho e Leonardo Giardin de Souza, ambos atuando por meio do Núcleo de Apoio do Júri (NAJ) do MPRS.

As investigações demonstraram que as vítimas, de 18 e 23 anos, naturais de São Francisco de Paula, foram atraídas até a zona rural de Igrejinha, na região da Linha Igrejinha, onde foram executadas com extrema violência. Um dos jovens recebeu 19 tiros no rosto, e o outro 20, caracterizando um “típico traficídio” praticado pela facção que atua tanto na Serra gaúcha quanto no Vale do Sinos. O MPRS sustentou que o crime foi planejado como forma de retaliação e para reafirmação do domínio territorial do grupo criminoso.

No julgamento, os jurados acolheram integralmente a denúncia do MPRS. O mandante, apontado como líder da facção e já preso à época dos fatos, foi condenado a 60 anos de reclusão. O executor, morador do Bairro Canudos, em Novo Hamburgo, recebeu uma pena de 48 anos, e o terceiro réu, também ligado ao grupo criminoso com atuação na região de São Francisco de Paula, foi sentenciado a 42 anos, totalizando penas de quase 150 anos para o trio.

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