Polícia

Idoso foragido que estuprou a neta em Presidente Lucena é preso após dois anos do crime em Macapá

29/04/2026 - 15h36min

Idoso de 66 anos foi preso em Macapá, capital do Amapá / Créd. Polícia Civil

Após mais de dois anos de procura, a Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira, dia 29 de abril de 2026, em Macapá (AP), um idoso de 66 anos identificado pelas iniciais J.B.S., acusado de estuprar a própria neta em Presidente Lucena. A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça de Ivoti ainda em dezembro de 2023.

O crime ocorreu no dia 25 de dezembro de 2023, na localidade de Picada Schneider, quando o homem na época com 63 anos foi acusado de estuprar a neta de 21 anos. Desde então, o homem estava foragido. Conforme a investigação, ele deixou a residência um dia após o ocorrido e não foi mais visto. Antes de fugir, chegou a entrar em contato com a empresa onde trabalhava para pedir demissão.

De acordo com a Polícia Civil de Ivoti, o homem deixou o Rio Grande do Sul em direção ao Ceará, onde esteve na capital, Fortaleza, seguindo posteriormente de barco até Macapá, seu estado de origem. Com o nome incluído no Banco Nacional de Mandados de Prisão, as forças de segurança em todo o território brasileiro puderam consultar as informações do indivíduo. Esse sistema contribuiu para que o idoso fosse localizado e preso nesta quarta-feira, sendo capturado pelas autoridades locais.

O delegado Fábio Motta Lopes, responsável pelo caso em Ivoti, destacou a importância da integração entre as forças de segurança. Segundo ele, a prisão reforça que criminosos não conseguem escapar da responsabilização ao se esconderem em outros estados. “Hoje as polícias trabalham muito, especialmente a Polícia Civil, com inteligência policial, a gente troca muita informação e tem contato em todos os estados. Foi isso que permitiu a prisão do indivíduo, mesmo ele se escondendo, no Amapá”, afirmou.


RELEMBRE O CASO

O crime foi registrado na manhã de 25 de dezembro de 2023, em ambiente familiar. A vítima, uma jovem de 21 anos, relatou ter sido estuprada pelo avô, de 63 anos, após ambos retornarem de uma ceia natalina.

Segundo o depoimento, os dois chegaram em casa durante a madrugada em estado de embriaguez. A jovem não se sentia bem, momento em que o avô se ofereceu para ajudá-la. No entanto, ele teria se aproveitado da situação, passou as mãos no corpo da jovem e, em seguida, cometeu o estupro.

A vítima conseguiu se livrar e buscou ajuda na casa de amigos. Ainda no mesmo dia, por volta das 16h, entrou em contato com a Brigada Militar por telefone e formalizou a denúncia. Os policiais localizaram a vítima escondida e o idoso, encaminhando ambos à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Novo Hamburgo. O idoso negou a autoria do crime.

Na ocasião, não houve prisão em flagrante, já que o delegado plantonista entendeu que não havia flagrante e que a situação deveria ser melhor investigada. O caso foi encaminhado ao Ministério Público com pedido de prisão preventiva. A vítima também foi levada ao Hospital São José, em Ivoti, onde recebeu atendimento médico e medicação preventiva contra doenças sexualmente transmissíveis.

A Justiça decretou a prisão preventiva no dia 27 de dezembro de 2023, decisão que permaneceu sob sigilo, enquanto a polícia realizava buscas. O inquérito foi concluído no dia 29 de dezembro, e o homem foi indiciado por estupro de vulnerável, considerando o estado de embriaguez da vítima, que a impossibilitava de consentir.


INVESTIGAÇÃO E PRÓXIMOS PASSOS

Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso a um áudio em que o acusado teria admitido a familiares que manteve relação sexual com a neta. Após o fato, ele abandonou o trabalho e deixou a residência no dia 26 de dezembro e fugiu para o seu estado de origem.

O relato da vítima foi considerado consistente e corroborado por testemunhas, especialmente quanto ao estado de embriaguez em que ela se encontrava. Apesar da alegação do acusado de que teria havido consentimento, a investigação concluiu que a jovem não possuía condições de manifestar vontade.

Após dois anos, o idoso foi preso, e o caso seguirá agora para julgamento na Comarca de Ivoti, já que o crime ocorreu em Presidente Lucena.

 

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