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Polícia Civil divulga novos detalhes sobre empresários de Ivoti presos em operação contra pornografia infantil

26/06/2026 - 19h11min

Atualizada em 26/06/2026 - 19h11min

A Polícia Civil divulgou novas informações sobre a Operação Storm, deflagrada na manhã desta sexta-feira (26), que resultou na prisão em flagrante de dois empresários do setor calçadista de Ivoti, investigados por armazenar e compartilhar material de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Os indivíduos têm 64 e 47 anos e são sócios proprietários de empresas do ramo calçadista. Conforme a Polícia Civil, as empresas não possuem qualquer relação com os crimes investigados, que envolvem exclusivamente os dois empresários.

A investigação foi conduzida durante cerca de três meses pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio. Segundo a corporação, os investigados utilizavam plataformas de compartilhamento de arquivos para fazer o download e disponibilizar imagens e vídeos de abuso sexual infantil, alimentando a circulação desse tipo de conteúdo na internet.

Três mandados de busca

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Um dos empresários foi alvo da ação em dois endereços localizados no Centro de Ivoti. O outro teve a residência, situada no bairro Jardim Panorâmico, vistoriada pelos policiais.
A ofensiva contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Ivoti e do Instituto-Geral de Perícias (IGP), responsável pela análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos.

Cerca de 100 terabytes de arquivos

Em um dos imóveis, pertencente ao empresário de 64 anos, integrante de uma tradicional família da indústria calçadista do Rio Grande do Sul, os policiais localizaram aproximadamente 100 terabytes de arquivos.

De acordo com a Polícia Civil, o material apreendido inclui pornografia envolvendo crianças e adolescentes, além de conteúdo pornográfico adulto e material relacionado à zoofilia. Computadores, notebooks, celulares, HDs externos, pendrives e outros dispositivos de armazenamento também foram recolhidos para perícia.

A quantidade de arquivos encontrados é considerada uma das maiores já registradas em investigações desse tipo no Estado.

Prisão em flagrante

Os trabalhos começaram por volta das 10h e seguiram até a tarde devido ao tempo necessário para a coleta e preservação das provas digitais.
Com o material encontrado durante o cumprimento dos mandados, os dois empresários receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações continuam e a Polícia Civil irá analisar todo o conteúdo apreendido para identificar a extensão da atividade criminosa e verificar a possível prática de outros delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O que disse a delegada

A delegada Luciane Bertoletti afirmou que o combate aos crimes de abuso e exploração sexual infantil é uma das prioridades da Deam de Esteio.
“Esses crimes causam danos irreparáveis às vítimas. O trabalho de investigação busca identificar e responsabilizar quem produz, armazena e compartilha esse tipo de material, contribuindo para interromper esse ciclo de violência.”

O que disse o diretor da Polícia Civil

O diretor da Delegacia Regional Metropolitana de Canoas, delegado Cristiano Reschke, destacou que o perfil social dos investigados não interfere na atuação policial.
“Não importa a posição social ou o poder econômico. Pessoas que consomem e compartilham esse tipo de conteúdo alimentam uma cadeia criminosa que vitimiza crianças e adolescentes. A Polícia Civil seguirá atuando com rigor para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.”

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