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Acendimento da Chama Folclórica marca o início da 53ª edição do Festival Internacional de Folclore em Nova Petrópolis

A 53ª edição do Festival Internacional de Folclore começou oficialmente na noite desta quinta-feira, 16 de julho, com a tradicional cerimônia de Acendimento da Chama Folclórica. Realizado na Sociedade Alegria, em Fazenda Pirajá, o evento reuniu moradores, autoridades, integrantes de grupos folclóricos e visitantes em um dos momentos mais simbólicos da programação.
Responsável pela organização da cerimônia, o Volkstanzgruppe Edelstein abriu a noite com uma apresentação envolvendo todas as categorias do grupo. O espetáculo foi inspirado no tema desta edição, “O despertar da cerejeira”, utilizando a árvore como metáfora para representar as origens, a continuidade entre gerações e a preservação das tradições culturais.
Ao final da apresentação, a Chama Folclórica foi acesa, simbolizando a renovação do compromisso com a cultura, a amizade e a diversidade que caracterizam o Festival Internacional de Folclore.
Durante a cerimônia, as Soberanas do Folclore Alemão, Rainha Jéssica Fernanda Schaab, 1ª Princesa Olívia Nienow e 2ª Princesa Ketrin Ananda Kich, destacaram o significado do símbolo.
“Essa Chama brilhará nos olhos de todos que passarem pelo nosso evento. Seu significado vai muito além do que os olhos podem ver. Ela vive no entusiasmo de quem chega e na emoção de quem sobe ao palco. Aquece o coração de todos que acreditam que a cultura tem o poder de aproximar pessoas. Aqui, as fronteiras desaparecem”, afirmaram.
Tradição criada em Nova Petrópolis
A Chama Folclórica passou a integrar o Festival Internacional de Folclore em 2011, por iniciativa de Fábio Guaragni e Gaudêncio Terra. A proposta era criar um símbolo que fortalecesse o vínculo entre o público e o evento, inspirado em cerimônias como a Chama Crioula, o Fogo da Pátria e a Chama Olímpica.
Segundo Guaragni, Nova Petrópolis tornou-se pioneira ao criar uma chama dedicada ao folclore. “Como não existia uma Chama Folclórica, entendemos que Nova Petrópolis poderia ser pioneira em criar um símbolo que representasse o folclore. O fogo, por natureza, já carrega um forte significado de união e pertencimento”, explicou.
Para ele, a chama representa características que também estão presentes nas apresentações do festival. “Ela tem movimento, calor, cor e luz. Assim como os dançarinos, a chama também precisa ser cuidada para permanecer viva. Ela acompanha o festival durante todos os dias e, quando o festival adormece, ela também adormece, aguardando ser reacesa no ano seguinte.”
Guaragni destaca ainda que a intenção sempre foi despertar emoção nas pessoas e reforçar a importância da preservação das tradições culturais.
Símbolo de união durante os 18 dias de festival
Ao longo dos anos, o acendimento tornou-se um dos momentos mais aguardados da programação. Para Guaragni, isso ocorreu de forma natural, à medida que o ritual passou a fazer parte da identidade do festival. “Desde a primeira edição, nunca mais se questionou se a Chama voltaria. Hoje, quando se fala em Festival Internacional de Folclore, as pessoas perguntam onde e quando será o acendimento. Ela encontrou naturalmente o seu espaço e passou a fazer parte da identidade do festival.”
Presente em diferentes culturas, o fogo simboliza acolhimento, convivência e transformação. No Festival Internacional de Folclore, representa também o encontro entre povos, o respeito às diferenças e a valorização das tradições. “Quando vejo a Chama sendo acesa novamente, sinto esperança. É como se ela renovasse o coração de todos que fazem cultura. Ela nos lembra que esse trabalho precisa continuar vivo e que o festival se renova a cada edição”, afirmou Guaragni.
A Chama Folclórica permanecerá acesa durante toda a programação do festival, que segue até 2 de agosto. A extinção acontecerá na cerimônia de encerramento, marcando o fim da 53ª edição do evento e simbolizando a continuidade de uma tradição que reúne culturas de diferentes partes do mundo em Nova Petrópolis.