Região
Cultura Afro-brasileira ganha espaço nas escolas da região com o Projeto Aruanda

Discutir identidade, pertencimento e diversidade desde a infância é uma das propostas do Projeto Aruanda, iniciativa vinculada à Universidade Feevale, de Novo Hamburgo, que leva atividades sobre cultura afro-brasileira para escolas municipais, estaduais e particulares da região. Por meio de oficinas, apresentações artísticas e rodas de conversa, o projeto busca estimular a reflexão sobre o combate ao racismo e à discriminação, além de fortalecer o letramento racial entre estudantes e educadores.
Criada no início de 2022, a ação já beneficiou mais de mil alunos, conforme o professor líder do projeto, Edemilson Rosa Pujol. Além das atividades voltadas aos estudantes, a iniciativa ampliou sua atuação para a formação de professores, promovendo debates sobre diversidade e inclusão no ambiente escolar.
O projeto atende alunos das séries iniciais do ensino fundamental até o ensino médio. As atividades são adaptadas de acordo com a faixa etária e incluem brincadeiras, palestras, exibição de vídeos, apresentações de dança e canto, oficinas musicais e experiências ligadas à gastronomia afro-brasileira.
Segundo Pujol, a proposta é utilizar diferentes linguagens e metodologias para aproximar os participantes da história e da cultura afro-brasileira, contribuindo para a valorização da diversidade e para a construção de uma sociedade mais consciente e respeitosa.
“Hoje, o Aruanda nas escolas é uma vertente do Projeto Aruanda que tem como objetivo ampliar discussões que envolvem a importância do combate ao racismo e também a formação de professores que atuam nessa área”, descreve Edemilson.
O acesso ocorre por demanda das próprias escolas, que entram em contato para solicitar as atividades. Segundo a organização, a procura costuma ser maior do que a capacidade de atendimento, o que exige critérios na definição da agenda. Entre eles estão a distância em relação à Universidade Feevale e a disponibilidade de datas e turnos.
“O projeto teve o ingresso de vários bolsistas e voluntários, e começamos um processo de adequação dos materiais e atividades às demandas que tínhamos que atender. Hoje percebemos claramente, em cada olhar, comentário e participação, a importância do nosso trabalho, o que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade ao tratar esses temas”, finaliza Edemilson.