Região
Picada Café 34 anos – emoção marca homenagem aos emancipacionistas, ex e atuais vereadores
Picada Café – Homenagear quem fez e dar a eles um mimo, uma salva de palmas em forma de gratidão e agradecimento. Assim foi a noite de sexta-feira, dia 13, na Sociedade Aliança de Picada Café. A Câmara de Vereadores promoveu o ato pela chegada do 20 de março, data em que Picada Café celebra seus 34 anos de emancipação.
HINO
A presidente da Câmara, Franciele Simon Dielh, frisou a importância e a luta dos emancipacionistas. “Se hoje somos a cidade de Picada Café, foi porque eles lutaram e venceram os obstáculos naquela época”, descreveu. Franciele também falou da cidade. “Nosso hino diz que viemos de diversos lugares para um lugar de terras prometidas. Essa terra existe, cresceu e floresceu, foi feita por pessoas que acreditaram”, afirmou. A presidente disse ainda que a homenagem é justa a quem fez. “Esse encontro é mais que um jantar. É uma marca de quem fez e segue fazendo. O crescimento de Picada Café está ligada ao trabalho”, detalhou. Quem também fez questão de mencionar a comissão de emancipação foi o prefeito Daniel Rückert. “Já fizemos uma homenagem aos membros da comissão em 2017. Foi uma luta difícil, mas as conquistas de hoje estão relacionadas a aquele momento importante da nossa história”, declarou.
EMANCIPACIONISTAS
Dos membros da comissão de emancipação, alguns já são falecidos. O caso do presidente Eugênio Spier, João Cláudio Hoffmann, Marião Ruppenthal, Guido Holz, dentre outros. Eles foram representados por familiares. Se recuperando de uma cirurgia, o vice presidente Artêmio Arnold não compareceu, mas enviou uma mensagem onde relatou as dificuldades encontradas no processo. “Tivemos dois processos de emancipação. O primeiro não foi aceito porque a lei obrigava os municípios a terem dez mil habitantes”, lembrou. “Na segunda oportunidade a lei foi mudada e o povo de Picada Café disse sim no plebiscito. Depois disso ninguém mais segurou”, acrescentou. Quem falou em nome da comissão de emancipação foi João Luiz Mallmann. Fez questão de falar que todos da comissão tiveram papel importante neste processo. “Tínhamos representação na Câmara de Nova Petrópolis e seu Artêmio Arnold era vice presidente. Eles viram a necessidade e a importância da emancipação”, frisou.
“TODOS SE SENTEM BEM”
A ex-vereadora Lisete Suzana Welter destacou que “Somos uma cidade onde todos se sentem bem e todos querem morar aqui”. Mencionou ainda o trabalho de cada gestão ao longo desses 34 anos. “Aqui cada prefeito fez sua parte. Tipo você continua onde eu parei”, descreveu. Afirmou ainda que em Picada Café se é atendido por hora marcada na saúde. “Eu mesma tive hora em Porto Alegre. Estava marcado para as 11h e fui atendida às 13h30”, destacou. O filho de Eugênio, Augusto Spier, era o advogado da comissão. Descreveu que, para Picada Café se emancipar, teve que ser alterada a lei que exigia 10 mil habitantes. “Houve pressão para convencer os deputados a mudar a legislação. E assim aconteceu”, frisou. Spier também lembrou que Picada Café era distrito, mas com economia forte já naquela época. “Tínhamos a Brochier, Caflex Calçados, Calçados Rubelo e o Curtume Ritter. Era isso que dava toda a certeza para a comissão que iriamos crescer como cidade”, afirmou. Após as homenagens houve entrega de um mimo a cada presente e um jantar e confraternização.