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Polícia Civil conclui inquérito do cão Orelha e pede internação de adolescente

04/02/2026 - 08h31min

Atualizada em 04/02/2026 - 08h33min

@floripa_estacomvcorelha / Instagram / Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (3), a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos sofridos pelo cachorro Caramelo, casos registrados na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito apontou um adolescente como autor das agressões que resultaram na morte de Orelha e solicitou à Justiça a internação do jovem, medida equivalente à prisão no sistema adulto.

Segundo a polícia, a autoria foi confirmada com apoio de um software francês de geolocalização, que indicou a presença do adolescente no local do ataque no momento do crime. O jovem havia deixado o país após o ocorrido, mas foi interceptado no retorno ao Brasil, no aeroporto internacional de Florianópolis, onde teve roupas e aparelhos eletrônicos apreendidos.

As investigações também identificaram outros quatro adolescentes envolvidos na tentativa de afogamento do cachorro Caramelo. Três adultos já haviam sido indiciados anteriormente por coação contra uma testemunha.

Para elucidar o caso, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de videomonitoramento captadas por 14 câmeras na região, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. As roupas usadas pelo autor, registradas em filmagens, também foram consideradas provas relevantes.

Imagens de segurança mostraram que o adolescente deixou um condomínio da Praia Brava por volta das 5h25min da madrugada de 4 de janeiro, retornando cerca de meia hora depois. A versão apresentada por ele, de que permaneceu no local durante o ataque, foi desmentida por registros da portaria, testemunhos e pelo controle de acesso do condomínio.

Durante o cumprimento de mandados no aeroporto, a polícia apreendeu peças de vestuário que coincidiam com as descrições feitas por testemunhas. Um familiar do adolescente teria tentado ocultar parte das roupas, mas o próprio jovem admitiu que já as possuía antes da viagem e que foram usadas no dia do crime.

Orelha, de 10 anos, era um cão comunitário conhecido na Praia Brava, cuidado por moradores e trabalhadores da região. Ele foi encontrado gravemente ferido e morreu durante atendimento veterinário. O caso gerou grande comoção, protestos em diversas cidades do país e ampla repercussão nas redes sociais.

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