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Obras necessárias? Munícipes questionam recapeamento na Avenida 15 de Novembro em Nova Petrópolis

22/04/2020 - 14h55min

Recapeamento asfáltico realizado pela EGR em Nova Petrópolis vira motivo de críticas e questionamentos

Nova Petrópolis – As obras de recapeamento asfáltico que estão sendo feitas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) na Avenida 15 de Novembro, trecho urbano da ERS-235, têm sido alvo de polêmicas e questionamento por parte dos moradores. Os munícipes consideram o novo asfalto desnecessário, visto que o “antigo” estava em boas condições e acham as obras desnecessárias, além de desperdício de dinheiro.

Iniciadas no dia 13 de abril, a primeira etapa do recapeamento foi feita em um trecho de 500 metros, começando junto à Torre de Informações, em direção ao Centro. A obra completa deve abranger 2 km da Avenida, e seria feita em etapas, porém, as obras já chegaram à rótula da rodoviária, totalizando 1,55 km.

Comerciantes ficaram sem entender

Para Roberto Luiz Neumann, proprietário do Café Bar da Torre, próximo à Torre de Informações e localizado na Avenida 15 de Novembro, as obras foram uma surpresa. “Não entendemos o porquê, desse recapeamento. O asfalto daqui estava muito bom, até as pinturas estavam novas e bem visíveis”, contou.

Outra comerciante que preferiu não ser identificada, disse que o asfalto na Avenida estava “lisinho” e não era necessário um novo asfalto. Inclusive, mostrou fotos recentes que tirou em frente ao seu comércio em que o asfalto estava em perfeitas condições. “Logo que começou, eu conversei com algumas pessoas. Achamos muito estranho, pois existem locais que precisam muito mais”, disse.

Pedido da Prefeitura

De acordo com o secretário de Planejamento, Coordenação, Trânsito e Habitação, Hermann Deppe, a solicitação de manutenção em vias federais e estaduais ocorre normalmente pela Administração Municipal. “O Município solicitou reparos para toda a Avenida 15 de Novembro, e a decisão de iniciar pelo trecho que ‘apresentava boas condições’ é da EGR. O que não significa que a EGR não fará o trecho contrário”, disse o secretário.

Ainda segundo Deppe, primeiro será feito um lado da via, depois o outro, e os recursos são oriundos do pedágio. “A obra está ocorrendo de foma contínua. Os 500 metros diários é para evitar que carros estacionem na via e atrapalhem o serviço”, concluiu.