Alunos viveram experiência de reunião da ONU durante três dias (Créditos: Felipe Faleiro)

Ivoti – Dezoito países estiveram representados em um encontro de caráter diplomático realizado de domingo, 9, até ontem, no Instituto Ivoti. Os representantes, é importante frisar, não eram naturais destas nações, mas sim fizeram parte da simulação de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), montada por alunos brasileiros.

O evento internacional, chamado IMUN, envolveu cerca de 50 pessoas, entre professores, estudantes e equipe de apoio. A ação contou com alunos do Ensino Médio de três escolas: Colégio Suíço de Curitiba, Escola Suíça de São Paulo, além do próprio Instituto Ivoti. Na pauta, a discussão de problemas globais, como a migração internacional e direitos da população LGBT.

“Os alunos precisam estudar antes sobre o país que representa, qual sua posição perante os outros, como ele se comporta e quais seus principais aliados”, afirma a professora de Inglês do Instituto Angela Musskopf, uma das coordenadoras do evento. Os debates geraram resoluções, que em seguida foram votadas entre os delegados dos países.

É a primeira vez que Ivoti recebe um evento do gênero, recebendo alunos de outros locais. As decisões, porém, não são levadas oficialmente às Nações Unidas, mas servem de parâmetro para que os alunos entendam a importância das relações internacionais. Dois “chairs”, ou líderes, eram responsáveis por mediar as discussões.

Vivência

O evento, em determinados momentos, teve “crises globais” que desafiaram os estudantes, além de questões que procuraram simular ao máximo uma reunião do gênero. “Desde a roupa formal até os debates feitos unicamente em inglês, utilizando uma linguagem própria”, explica Angela.

O aluno Arthur Trein, do 3º ano do Instituto, representou o Secretário-Geral da ONU. Ele esteve em uma reunião no Rio de Janeiro, em 2018, junto com outros representantes do Instituto, que lançou as bases para que Ivoti recebesse o IMUN. “É um trabalho conjunto, muito diferente. Há uma vivência escolar muito grande”, afirma ele.

A estudante Laura Stahel, de Curitiba, representou a Argentina no evento. “Foi muito legal, acredito que bem organizado, e os debates foram de alto nível. As pessoas aqui são muito receptivas. Consegui aprender mais sobre o país que representei, que é próximo ao Brasil, além de conhecer como ele vota em determinadas questões que dizem respeito ao mundo todo”, diz ela.