Edson e a filha Sabrina na floricultura da família (Créditos: Francis Jonas Limberger)

Um dos principais bairros urbanos de Santa Maria do Herval, o Amizade é uma referência significativa do encontro entre moradores nativos e aqueles que vieram de fora e aqui construíram suas vidas, conquistaram o seu espaço a ajudaram a desenvolver o município. A família de Vera e Edson Stein é um destes exemplos.

Vera é natural de Criciumal, mas deixou o município da região das Missões aos 11 anos para morar em Novo Hamburgo. Aos 19, nova mudança, desta vez para Sapiranga. Aos 30 anos Vera já estava casada com Edson, natural de Caibaté e que morou em Cerro Largo, também na região das Missões.

O casal decidiu se mudar para Santa Maria do Herval, no bairro Amizade. Era o ano de 1995. A ideia era trabalhar no ramo agropecuário, oferecendo produtos para os produtores rurais. O fato de não saberem falar alemão foi um dos fatores que dificultaram o avanço dos negócios. Outro fator de dificuldade foi que muitos agricultores eram ligados a cooperativas, com seus próprios comércios de produtos agropecuários.

“A agropecuária não estava indo bem. Mas já estávamos aqui e começamos a perceber outra possibilidade de negócios. E esta deu certo. O alemão é muito caprichoso e gosta de ter jardins e pátios bonitos. Foi então que começamos a floricultura”, relembra Vera.

Atualmente, a família mantém a agropecuária e a agropecuária no mesmo estabelecimento. Mas é o negócio com flores que tem mais destaque. Edson, com a experiência de ter morado e trabalhado na Suíça quando jovem, está planejando e executando projetos de jardinagem até em lugares como Gramado e Canela.

Testemunhas de como o bairro era há quase 30 anos, o casal diverge sobra a situação atual. Edson acha que houve evolução. Vera diz que a infraestrutura ainda deixa a desejar. “Infraestrutura é o mínimo que se pode esperar e hoje só está sendo conservado o que existe. A praça do bairro ficou muito bonita, mas do lado de cima tem ruas que precisam ser pavimentadas”, comenta Vera.

Ambos concordam que o bairro é o que mais cresce em Santa Maria do Herval e, mesmo assim, se mantém tranquilo. “Tudo é muito perto, o que facilita a nossa vida”, acrescenta a moradora.

Além de mais infraestrutura, o casal acredita que ainda faltam opções de trabalho para os jovens – condição que acreditam valer para o município como um todo. Vera e Edson têm três filhos. Os dois rapazes, de 23 e 16 anos, já estão em outras cidades, um trabalhando e o outro estudando. Ficou em casa só a filha Sabrina, de 18.

“Acreditamos que foi uma decisão acertada vir para Santa Maria do Herval. Hoje conquistamos nosso espaço e não nos arrependemos”, finaliza Edson.