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Caso Bruna: repercussão gera novas denúncias de negligência médica

Bruna Bonifácio perdeu a vida recentemente em um suposta caso de negligência médica

Estância Velha – Encorajados pelo Caso Bruna, em que a negligência e ausência de tratamento médico adequado pode ter sido o propulsor da morte da estanciense, novos relatos de negligências que aconteceram no Hospital Getúlio Vargas foram denunciados. As histórias, por sorte, não tiveram o mesmo fim da cabeleireira, mas apontam erros e descasos com pacientes.

O primeiro deles aconteceu há cerca de um ano e meio. A moradora de São José do Hortêncio, Lisiane Cristina Pommer, 30 anos, levou seu filho, de apenas 6 meses, ao hospital. Ele estava com bronquiolite. De acordo com a mãe, o menino não recebeu assistência pediátrica correta por quase 24h, tendo passado por dois profissionais que não lhe deram atenção. Somente uma terceira médica percebeu a gravidade da situação e indicou a transferência para um hospital referência.

Lisiane conseguiu que a criança fosse encaminhada ao Hospital Regina, em Novo Hamburgo, onde descobriu que, se permanecesse por mais algumas horas sem tratamento adequado, o pior poderia ter acontecido. Além disso, os dois primeiros médicos que atenderam o paciente o medicaram sem levar em conta um problema cardíaco que a criança sofria. Contudo, como houve tempo para correção do tratamento, a criança se recuperou e ganhou alta na semana seguinte.

Outro caso

A aposentada Mara de Lima Silva, 56, também acusa um caso de negligência. Ela sofreu um acidente doméstico no último dia 24 de dezembro. Ao procurar o hospital, com dores no punho, ela ouviu que seu caso não era de fratura. Recebeu remédios para dor e a sugestão de que imobilizasse o local. “Com a medicação, praticamente não sentia dores durante as férias, mas, ao voltar ao trabalho, dia 13 de janeiro, passei a não suportar a lesão e procurei novamente um médico”, conta.

No Posto de Saúde do Centro ela descobriu que havia, sim, sofrido fratura e, desde então, está sem trabalhar e sem receber nada pelo afastamento. “Apenas com um exame de raio-x poderia ter sido identificada a lesão. Se isso tivesse sido feito na hora, já poderia estar curada e trabalhando”, afirmou.