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Novo Hamburgo: medo do coronavírus faz reduzir estoque de máscaras

Anderson com as máscaras que chegaram ontem: estoque acaba rapidamente (Créditos: Felipe Faleiro)

Novo Hamburgo – Na quarta-feira, 26, foi confirmado o primeiro e até agora único caso de coronavírus no Brasil. É um empresário de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, na Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ao retornar, ele apresentou sintomas compatíveis com a doença, como febre, tosse seca, dor de garganta e coriza.

Embora esta tenha sido a única confirmação no Brasil por ora, a região teve um aumento na procura por acessórios que inibem a contaminação pelo vírus. Máscaras cirúrgicas estão em falta em lojas especializadas. Em uma delas, em Novo Hamburgo, o estoque foi reposto ontem, mas segundo os proprietários, ele acaba rapidamente.

“Se chegam 50 máscaras em um dia, vão as 50 no mesmo”, afirma o proprietário Anderson Goulart. “Nos últimos 15 dias, vendemos mais de 5 mil máscaras”. O local costuma comercializar dois modelos: 50 unidades da máscara cirúrgica tripla custam R$ 30, e a N95, geralmente mais indicada, e que pode ser utilizada por até 72 horas, R$ 8 a unidade.

Clientes opinam

A vendedora Adriana Pereira e a filha, a estudante Yasmin Battisti, estiveram na loja e compraram quatro máscaras N95. Segundo Adriana, o marido irá viajar ao Ceará nos próximos dias, mas vai passar por São Paulo. “Acho que o Brasil está atrasado na prevenção. As pessoas que viajaram são monitoradas, mas e seus familiares?”, questiona ela.

Já a médica Silvana Leonel e sua filha, a publicitária Carolina Leonel, compraram mais de cem unidades de máscaras diversas. “É ainda mais importante do que a máscara a intensificação dos hábitos de higiene, como lavar bem as mãos, e alimentação para aumentar a imunidade corporal”, diz Silvana.