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Quem é o filho de guarda presa em Estância que abastecia traficantes em Ivoti

Estância Velha – A rede criminosa envolvendo a guarda municipal hamburguense, Jaqueline Barbosa de Oliveira, 47 anos, presa na última sexta-feira, não se limita ao marido, um assaltante de banco contumaz. O filho do casal tomou o mesmo rumo e hoje figura na lista de procurados da Justiça pela Comarca de Ivoti. Com o pai e a mãe presos, Leonardo Antônio de Oliveira, vulgo Léo, 21 anos, assumiu a dianteira dos negócios da família com o tráfico de drogas.

Léo ficou incumbido de captar novos traficantes para aumentar o volume de vendas de entorpecentes e, consecutivamente, o faturamento da “firma”. Contudo, uma investigação da Polícia Civil de Ivoti, que teve participação da Brigada Militar, colocou um freio na atuação do criminoso.

Ao observar movimentações de Léo em Ivoti, a polícia começou a agir para derrubar o esquema da família no município. As ações culminaram em prisões de traficantes intitulados “cabeças de lata”, por serem usados pelos superiores para atuar em uma determinada área, e de uma “mula”, pessoa que é usada para transportar a droga do depósito da quadrilha para a boca de fumo.

Prisão preventiva

Embora tenha sido alvo de diversas operações cuja missão era levá-lo à cadeia, Léo conseguiu escapar da polícia em todas elas. Porém, os rastros deixados por ele, acabaram subsidiando o pedido de prisão preventiva do criminoso. Com a conclusão da investigação que tinha Léo e seu pai, o assaltante de bancos Antônio Adelar de Oliveira, vulgo Inspetor, como alvos, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva de Léo, que foi autorizada pela Justiça. O mandado de prisão saiu no dia 10 de janeiro deste ano. Desde então, Léo é considerado foragido.

Habeas negado

Ao tomar conhecimento do mandado de prisão, Léo correu para procurar ajuda de uma advogada. A profissional, em uma tentativa de sustar a ordem de prisão, apresentou um pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça (TJ/RS). Entretanto, os desembargadores negaram o pedido duas vezes, a primeira em sede liminar e a outra, no dia 29 de janeiro, quando julgou o caso. Com isso, o mandado expedido pela Comarca de Ivoti segue em aberto e Léo sendo procurado pela polícia.