Região – “Eu sobrevivi e estou aqui para contar a minha história”. Assim começa o relato de uma jovem que teve 47% do corpo queimado por aquele que se dizia companheiro e que cuidaria dela para sempre. Há três anos, Bárbara Hoelscher pensou que iria morrer. De lá para cá, tornou-se mais uma sobrevivente e personagem de uma estatística que assusta: o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de violência contra a mulher no mundo.

COMO ESTÁ 

Não foi uma vez que ela foi agredida pelo ex-namorado. Mas, foi no dia 10 de novembro de 2016 que ela se viu diante da morte: o corpo em chamas. “Eu estava pegando fogo”, relembra.

Desde então, tudo mudou. “A Bárbara perdeu a estética de um corpo, teve a autoestima abalada, lida com um trauma, teve que deixar de se expor ao sol, teve que se adequar à uma vida que alguém me obrigou a levar”, define ela.

Três anos depois, ela precisa cuidar da pele. “Trato com cremes para queimaduras, protetor, roupas adequadas. Semanalmente faço tratamento estético também para as cicatrizes e mensalmente me consulto com a cirurgiã plástica no Cristo Redentor para não perder minha vaga na fila de cirurgias”, conta.

A LIÇÃO 

Ser uma sobrevivente está estampado no rosto de Bárbara. Hoje, ela está resgatando a autoestima e tentando amenizar a dor que sofreu. Ela sabe que se quiser namorar novamente, será com alguém que a ame. “Se ele quis me destruir, acabar com minha vida, hoje eu provo que estou ainda mais forte, dona de mim e que tenho uma vida linda pela frente”, finaliza.