Registro do dia que convênio foi assinado com o Consepro ainda na gestão do ex-prefeito Winck (Créditos: Arquivo)

Lindolfo Collor  – A falta do repasse aos policiais foi tema de fala na sessão da Câmara desta semana. O auxílio permanência que é concedido pela Prefeitura não é pago desde agosto, quando o ex-prefeito Wiliam Winck (PP) era prefeito.

O atraso se dá pela falta de prestação de contas do Consepro. A regularização foi feita apenas no dia 18 de novembro. O termo de fomento entre Consepro e Prefeitura encerrou em julho e, para a renovação, é necessário um aditivo. Porém, para fazer isso, o conselho precisa estar em dia com a prestação de contas.

O pedido para saber da situação partiu do vereador Diogo Lopes da Silveira (PTB). “Esse auxílio vem a calhar a eles que estão arriscando a vida pela nossa segurança. Precisamos voltar com os repasses”, disse ele.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A prorrogação do contrato foi feita sem a prestação de contas do Consepro, que entregou a documentação apenas no dia 18 de novembro. “Para ser renovada essa parceria, a prestação de contas do Consepro deveria estar em dia. Além disso, a análise dessas contas depende de parecer do gestor da parceria , a então secretária (Nicole Pozzebon), naquela ocasião, deveria ter dado o parecer. Em razão disso, os repasses, segundo a lei, deixaram de ser feitos”, contou o assessor jurídico Leonardo Macedo.

Ele explicou que sem a prestação de contas, não há como fazer o repasse. “Estamos buscando uma solução para esse caso”, disse.

O QUE DIZ O CONSEPRO

Cada mês quando é pago o auxílio, o gestor do Consepro tem que fazer a prestação de contas: requerimento e a cópia do cheque. Segundo o presidente Olário Müller, isso foi feito desde agosto até julho deste ano, que fechou um ano. Em meados em março e abril, foi renovado o convênio, que inclui bombeiros e polícia civil

“Atrasou 40 dias porque tinham cheques que não entrou no banco. Precisava do extrato com a quitação. Nós não conseguimos fazer a prestação de contas com a meta de trabalho para o Executivo. No dia 18, nós conseguimos concluir do ano inteiro. Só que para depositar, tem que dar o parecer que tá conclusivo”, disse ele.

Por fim, ele reafirmou que isso está desde o dia 18 de novembro e ainda não foi regularizada a situação.