(Crédito: Carlos Alves Moura/EBC)

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu na noite desta quinta-feira (07) pelo fim da prisão de condenados em segunda instância, como é o caso do ex-presidente Lula e cerca de outros 5 mil presos, alterando um entendimento adotado desde 2016.

O presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, foi o último a se manifestar e deu o voto de desempate. O ministro defendeu que somente as decisões do júri devem ser imediatamente executadas, pois tratam de crimes dolosos contra a vida.

A maioria dos ministros entendeu que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (fase em que não cabe mais recurso) e que a execução provisória da pena fere o princípio da presunção de inocência.

Com a decisão, ninguém poderá ser preso para começar a cumprir pena até o julgamento de todos os recursos possíveis em processos criminais, incluindo, quando cabível, tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, STJ, e STF). Antes disso, somente se a prisão for preventiva.

A decisão vale para todas as instâncias do Judiciário e será vinculante, de cumprimento obrigatório. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode obter liberdade, já que ainda cabem recursos da condenação dele no caso do triplex em Guarujá (SP). Essa decisão caberá à Justiça Federal do Paraná.