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DIÁRIO RURAL EM VÍDEO: A família Edinger transforma lenha de acácia em carvão

Morro Reuter – Na localidade de Fazenda Padre Eterno, a família Edinger produz cerca de 12 toneladas de carvão por mês. Darci Rudi Edinger, Noeli Wasem Edinger, Patrícia Taiane Edinger e Linardo Moriel Edinger iniciaram os trabalhos em 2012 e atualmente possuem sete fornos em atividade. Antes, Darci cortava lenha no mato para vender, mas percebeu que se transformasse em carvão receberia mais pelo produto. “Decidimos trabalhar com carvão porque é um lucro certo. O preço do produto valorizou bastante nos últimos anos. Dá menos serviço e mais dinheiro, se comparado ao que fazíamos antes”, conta Darci.

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A capacidade de queima dos fornos varia de 7 a 11 metros cúbicos de lenha por semana. Com isso a produção semanal é de 55 metros cúbicos. Todos os fornos da família possuem chaminé, o que garante uma queima da lenha mais parelha e, consequentemente, um carvão com mais qualidade. Também reduz em 50% a emissão de fumaça. “A gente coloca a lenha no forno e deixa três dias queimando. O fogo queima de cima para baixo. A lenha deve ter sido cortada a no máximo há seis meses. Depois, os outros quatro dias fica esfriando. O forno tem que estar bem vedado para não entrar ar. Senão queima o carvão. Esse é um dos segredos, mas cada forno é diferente de trabalhar”, contas Linardo.

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Acácia no Morro

De acordo com o extensionista rural da Emater, Evandro Knob, a produção de acácia negra envolve mais de 150 famílias no município. No último ano, mais de 80 fizeram reservas de mudas junto ao escritório local da Emater e Secretaria de Agricultura. Foram fornecidas e plantadas mais de 300 mil mudas em áreas novas de acácia. Além disso tem aqueles que adquirem por conta própria. A estimativa é de que sejam plantadas cerca de 400 mil mudas por ano. “A maior parte da acácia é colhida a partir do 7 ou 8 anos. É uma planta que se adapta bem à região devido às características de solo ácido e sua topografia. Áreas que antes eram cultivadas na agricultura foram sendo substituídas por acácia porque exige menos mão de obra. O que a família Edinger está fazendo é uma forma de agregar valor à acácia negra”.

Confira a matéria completa na edição impressa ou digital do dia 4 de fevereiro.