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Réus por chacina em Cidreira são condenados a penas superiores a 209 anos; crime deixou cinco mortos

12/04/2026 - 09h43min

Atualizada em 12/04/2026 - 09h47min

Créd. MPRS

Quatro réus denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados, na noite de sexta-feira (10), por participação na chacina que deixou cinco mortos em Cidreira, no Litoral Norte. O crime ocorreu em 10 de abril de 2024 e teve julgamento realizado ao longo de dois dias no Fórum de Tramandaí.

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça André Tarouco. Além dos quatro condenados diretamente pelos homicídios, um quinto réu foi sentenciado por associação criminosa armada.

Penas aplicadas

Os quatro principais acusados foram condenados por associação criminosa armada, cinco homicídios qualificados, três tentativas de homicídio qualificado, além de crimes como roubo, incêndio e destruição de cadáveres. As penas foram fixadas em:

  • Jéferson da Silva Veiga: 209 anos e 10 meses de prisão;
  • Cristiano Berger: 209 anos e 10 meses de prisão;
  • Pablo Silva Souza da Silva: 164 anos, 10 meses e 20 dias;
  • Eduardo Matteo Torres: 140 anos, 9 meses e 5 dias.

O quinto envolvido, Dionatan Freitas Vieira, recebeu pena de 3 anos de prisão por associação criminosa armada.

Vítimas e feridos

As vítimas fatais foram identificadas como Édison Espíndola, de 61 anos; Giam Brisola, de 19; Luiz Alberto Xavier, de 68; Luiz Cláudio Canabarro dos Santos, de 44; e Florindo Pedroso, de 66.

Três pessoas também foram alvo de tentativas de homicídio. Duas delas foram localizadas após o ataque: uma recebeu atendimento hospitalar e teve alta, enquanto a outra passou por cirurgia e permaneceu internada em estado estável à época. A terceira vítima ferida não teve detalhes atualizados divulgados.

Como ocorreu o crime

A ocorrência teve início por volta das 18h, quando a Brigada Militar foi acionada para atender um incêndio no bairro Parque dos Pinos, em Cidreira. Testemunhas relataram que, antes das chamas, foram ouvidos disparos de arma de fogo.

Após o combate ao incêndio, bombeiros e policiais encontraram cinco corpos na mesma rua. Três vítimas haviam sido mortas a tiros, enquanto outras duas foram encontradas carbonizadas dentro de um imóvel que funcionava como depósito de materiais.

Conforme a investigação, os criminosos invadiram o local, renderam as vítimas e efetuaram diversos disparos. Em seguida, roubaram o veículo de uma das vítimas e se deslocaram até uma segunda residência, onde ocorreram novas execuções.

O automóvel foi posteriormente localizado abandonado à beira-mar, na praia de Magistério, em Balneário Pinhal.

Motivação

De acordo com o delegado Antônio Carlos Ractz, ainda na época do crime, a principal linha de investigação apontava para uma disputa relacionada ao tráfico de drogas — hipótese que foi confirmada ao longo do processo.

O delegado também indicou que havia indícios de que algumas das vítimas não tinham envolvimento direto com a disputa criminosa, levantando a possibilidade de que inocentes tenham sido mortos durante a ação.

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