O julgamento do caso de homicídio e ocultação de cadáver do menino Bernardo Boldrini, 11 anos, começa nesta segunda-feira (11), no fórum de Três Passos. Os quatro acusados, o pai do menino Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a amiga dela Edelvânia Wirganovicz, além de Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, vão a Júri Popular. A previsão é que o julgamento se estenda por toda semana, visto que 18 testemunhas vão ser ouvidas.

O crime aconteceu em 2014 no 4 de abril em Três Passos. Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado morto dez dias depois no interior de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de distância. O corpo estava dentro de um saco plástico, enterrado em um matagal às margens de um riacho em um cova rasa.

O laudo médico constatou a que o menino Bernardo foi morto com uma superdose de Midazolan, medicamento encontrado no estômago, rim e no fígado da vítima. Os réus vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O crime

O garoto Bernardo Uglione Boldrini foi visto pela última vez no dia 4 de abril de 2014, em Três Passos. Durante as investigações, Edelvânia, amiga da madrasta, admitiu participação no crime e indicou o local onde a criança havia sido enterrada.

A morte do menino começou por volta das 12h e terminou perto das 15h do dia do desaparecimento, em Frederico Westphalen. Ele teria sido aliciado por Graciele para fazer atividades as quais eram de seu agrado e já na viagem ele teria recebido as primeiras doses do remédio.

Em Frederico Westphalen, os dois encontrariam Edelvânia Wirganovicz e seguiriam para um local previamente escolhido, na Linha São Francisco, Distrito de Castelinho, onde havia uma cova vertical aberta dias antes. A droga utilizada no crime teria sido adquirida com o receituário de Leandro Boldrini, com carimbo e timbre do médico.