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Chuva abaixo da média marcou o primeiro mês de 2020 na região

Propriedades da região acumulam perdas na produção de alimentos (Créditos: Rafael Petry)

Região – Desde o final de 2019, a Encosta da Serra sofre com a falta de chuva. O problema afeta não apenas produtores, que precisaram antecipar as safras para não perdê-la. Em alguns municípios, a estiagem afeta na falta de água para a população, como em Nova Petrópolis.

De acordo com levantamento pluviométrico realizado em Estância Velha, em janeiro de 2020, choveu 91 milímetros no município. Esta foi a menor precipitação registrada desde o ano de 2004, quando apenas 55 milímetros choveram no mês.

De acordo com o meteorologista Nilson Wolf, da Estação Meteorológica de Campo Bom, o motivo da falta de chuvas está no ar. No município do Vale do Sinos, a precipitação em janeiro marcou apenas 84,4 mm. “O ar está muito seco, e isto inibe a formação de nuvens de chuva. Desde o final do último ano está ocorrendo este fenômeno”, destacou Wolf. O mês de dezembro de 2019, inclusive, foi o mais quente e seco em ao menos 35 anos da região, com apenas 22 milímetros de chuva.

Fevereiro seco

Ainda conforme o meteorologista, o mês de fevereiro também está com pouca precipitação. Até o momento choveu apenas um terço da prevista média para o mês. “Há a possibilidade de chuvas neste final de semana e em outros momentos, mas todas pontuais. Não será o suficiente para reverter o quadro da seca na região. A médio prazo, não teremos muita precipitação”, comentou.

“Se continuar assim, abaixo média, 2020 ficará entre os anos mais secos já registrados”

Chuva para valer somente em maio

Os primeiros quatro meses de 2020 deverão ser marcados pela chuva abaixo da média prevista. Segundo Wolf, apenas em maio a precipitação será maior, com a chegada do inverno. “Não é animadora a previsão a longo prazo. O primeiro quadrimestre ficará caracterizado pela chuva abaixo da média. Aguardamos que o inverno seja chuvoso, melhorando um pouco a situação no inverno”, afirmou.

Entretanto, de acordo com o meteorologista, os prognósticos apontam que da precipitação nos últimos meses do ano. “No segundo semestre, deveremos ter a ocorrência da La Niña, com o clima mais frio, mas que traz menos chuva para o Sul do Brasil. Se continuar assim, abaixo da média, 2020 ficará entre os anos mais secos já registrados”, finalizou Wolf.

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