É piada

Não tem nada de errado com o calor que estamos vivendo neste mês de junho. No começo de julho de 1977 o clima foi idêntico. Fez ainda mais calor naquela semana. Portanto, nada de estranhar ou achar que o clima está mudando por causa da poluição que o homem provoca sobre o planeta. Calor no inverno e frio no verão fazem parte da nossa história.

SAÍDA

Como era previsto a prefeita Maria saiu mesmo do PP, mas não se sabe em que partido irá se filiar. Maria deve ficar de molho por um tempo até se decidir. Não acredito que ela tenha saído do PP sem ser acompanhada pelo deputado Renato Molling. Ela foi sua assessora parlamentar e sempre trabalhou para Molling nas últimas eleições. Não tem lógica Maria sair do PP e Renato Molling permanecer. É bem verdade que Molling não tem mais mandato e nem se sabe se ele vai sair da política ou não. Como ele, os eleitores mandaram para casa centenas de políticos tradicionais e botaram em seus lugares outros, geralmente jovens e marinheiros de primeira viagem. No entanto, lá no Congresso permanece uma galera antiga ainda capaz de fazer um tremendo estrago. Os novos, com cabeça arejada, ainda são minoria. Pelo menos estão lá. Melhor serem de minoria do que não estarem sequer lá.

INCERTO

Todos os políticos mais calejados nunca afirmam o que irão fazer da sua vida política, se concorrerão ou não nas próximas eleições. Com Martin é diferente. Ele não é político, está político. Ele está de passagem pela política, onde caiu de paraqueda meio que sem querer. Outro dia estava firme na sua convicção de concorrer. No entanto, nos últimos tempos a sua motivação esmoreceu muito. Ser político neste país não é coisa para qualquer um. Ainda mais se o sujeito é sério e quer fazer o bem pela população. A população elege o seu representantes para ocupar o cargo de Executivo e os nove vereadores para legislar e, de repente, não mais do que de repente, o céu cai em sua cabeça. Isso se ele quiser fazer o bem. Se o prefeito é malandro e atende os pleitos mais safados e injustos, aí está tudo bem.

RENÚNCIA

Por exemplo, existe uma filigrana na coisa pública que chamam de “renúncia de receita”. O que é isso? Pelo visto, equivale a mesma coisa que um sujeito ganhar 5 mil por mês e não querer pegar tudo para não quebrar a empresa onde trabalha. Isso é normal em outros países. Os trabalhadores abrem mão de parte do salário para salvar o emprego. Pois é, na vida privada isto também existe. O empregado não pode ter o seu salário reduzido. Está escrito na CLT, aquela Consolidação das Leis do Trabalho que data de 1940 e que foi inspirada na Carta de Lavoro do fascista Mussolini, ditador da Itália na época. E a CLT foi mudada ao longo do tempo, mas a sua espinha dorsal continua até hoje. Pode uma coisa dessas? O trabalhador não tem o direito de escolher quanto quer ganhar, só se for para mais. Para menos nunca. Claro que ele toma a decisão que quiser. No entanto, se ele entrar na Justiça, será proibido de ganhar menos, mesmo que queira. Está escrito na lei que ninguém pode ter o salário reduzido.

PROBLEMA

Este é o grande problema do país. O Estado diz o que podemos e o que não podemos fazer. Se o prefeito abrir mão da cobrança de determinado imposto será punido porque, neste caso, será autor de uma “renúncia de receita”. É piada! Abuso de receita pode. Renúncia não.