Finalmente um vereador falou na tribuna sobre a situação da PRF; mas foi sem querer

Enquanto ocupava a tribuna para falar da importância do sistema de videomonitoramento, o vereador Jerônimo deixou escapar um comentário sobre o fechamento do posto da PRF. Houve um silêncio e ficou evidente que ele não queria ter falado aquilo. Mas que bom que falou. É importante tocar neste assunto, que parece ter se transformado em um tabu na cidade. Todo mundo sabe que não existe mais polícia rodoviária na cidade, mas ninguém toca no assunto.

FOI DIFERENTE

Há três ou quatro anos surgiu uma informação de dentro da própria PRF, dando conta do fechamento do posto policial de Nova Petrópolis. Foi como se uma bomba tivesse caído na cidade, com repercussões inclusive na Câmara e até na Assembleia Legislativa. Na época, a política resolveu o problema. Encontraram o “pai” do diretor da PRF em Porto Alegre e em pouco tempo já estavam falando que as notícias dos jornais eram mentirosas. O posto da PRF não fecharia coisa nenhuma! E de fato não fechou. Até o fim de 2018, quando a estratégia foi outra. Não houve aviso de fechamento nem nada. O serviço simplesmente foi minguando, minguando, até que estava extinto. E ficou por isso mesmo.

AJUSTAMENTO

Se da outra vez foi possível reverter o fechamento, agora também poderia. Se não houve jeito, que é a tendência, é preciso exigir uma compensação da unidade de Caxias do Sul, pois são os policiais de lá que cuidam do trecho de Nova Petrópolis. Será necessário um ajustamento à nova realidade da praça e uma redistribuição do patrulhamento.

VIDEOMONITORAMENTO

Diferente do que comentei aqui na semana passada, o projeto de lei que tramita na Câmara não visa uma imediata ampliação do sistema de videomonitoramento. É uma mera renovação burocrática do convênio com o Estado por causa das cinco câmeras já existentes. Mas novos investimentos não estão descartados. No ano que vem termina o contrato com a empresa fornecedora dos equipamentos e modificações devem acontecer. Outra medida que está em estudo é uma interligação entre os sistemas de Nova Petrópolis, Gramado e Canela, conforme informou Jerônimo.

NÃO ADIANTOU

Lendo sobre o videomonitoramento aqui na coluna, o empresário Gerson Holz, que teve a loja assaltada há seis meses, lembrou que a filmadora que fica na frente da Dakota não serviu para identificar o veículo dos bandidos. Ele defende o aprimoramento das cinco câmeras antes de uma ampliação do sistema.

INDIGNADO

A propósito deste crime, um dos mais graves da cidade em 2018, Gerson Holz está indignado porque até agora nenhum assaltante foi identificado. Isso diante de uma série de elementos, como a imagem nítida do rosto de um dos bandidos, dezenas de impressões digitais deixadas na loja, anúncios de venda dos produtos roubados na internet, identificação e prisão de receptadores. A Polícia Civil acaba de encerrar o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público. Conforme os policiais disseram à vítima, tudo que estava ao alcance deles foi feito.