Páscoa é um momento de reflexão

Semana de Páscoa, momento de reflexão. Muito bonito o gesto de presentear, pessoas queridas nas nossas vidas, com chocolates, mas será que ainda lembramos o verdadeiro espírito da data. Como em todas as outras datas festivas, as pessoas já não dão mais importância ao sentido das datas, tudo virou uma corrida desenfreada do consumismo e do lucro. Pobre humanidade que caminha a passos largos para a destruição de valores e de sentimentos. Infelizmente, para a grande maioria das pessoas, a Páscoa é sinônimo do coelhinho trazendo chocolates.

EMPRÉSTIMO

A prefeitura encaminhou projeto à Câmara solicitando autorização para fazer uma operação financeira (empréstimo) de 12 milhões, para asfaltar 20 ruas. O projeto deu entrada dia 5 de abril, foi lido na sessão do dia 9 e baixou para análise nas comissões da Câmara. Na sexta-feira dia 12, foi retirado e deu entrada outro com alterações, que será lido hoje na sessão. O estranho é que todos os documentos têm a assinatura da prefeita Ivete, que pelo que temos conhecimento, está adoentada em recuperação, em casa.

MUDANÇAS

Na primeira versão, o valor era de 12,5 milhões, tinha o nome das ruas e uma taxa de juros de 6% ao mês (?), além de dizer que a operação era com o Badesul. Na segunda versão o valor aumentou para 13 milhões, não tem o nome das ruas e o empréstimo será contraído junto à Caixa.

DÚVIDAS

Quais as ruas que serão asfaltadas, qual a taxa de juros, em quantas parcelas será pago o empréstimo e quando começa a pagar. São só algumas dúvidas que certamente precisarão ser bem esclarecidas antes do projeto ser colocado em votação.

VAI DEMORAR

O projeto já não foi muito bem recebido por alguns vereadores, pela lógica de que asfalto em ano de eleição é, no mínimo, estranho, já que a cidade está precisando asfalto desde o início desta gestão. Ainda com todas estas dúvidas, é certo que o projeto vai rolar muito tempo até ser colocado em votação. Perde a população que convive há tempos com ruas completamente esburacadas e sem condições de trafegabilidade.

ATRAPALHADOS

Tirando as questões ética e jurídica, aliás, esta não é a primeira vez que a prefeitura se “atrapalha” com projetos encaminhados à Câmara. De quem é a responsabilidade pelas confusões não se sabe, mas que fica chato fica. É só ter um projeto importante (leia-se polêmico), que lá vem a correria, entra, retira, altera. Penso que esta insegurança torna os processos mais vulnerável aos opositores e mais difícil de serem defendidos pela base do governo na Câmara.