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Lindolfo Collor: morador que perdeu tudo em incêndio já tem novo lar

Incêndio destruiu por completo casa de morador do Feldmann (Créd. Rafael Petry)

Lindolfo Collor – Nada como um dia após o outro. Menos de 24 horas após ver a sua vida transformada por um incêndio, Valdair de Souza, 40 anos, não perdeu tempo com lamento e já deu início a uma nova rotina. Tanto que na manhã de hoje, já estava de volta às lides diárias do trabalho. A novidade maior, no entanto, é que ele já está de casa nova. O morador perdeu tudo na manhã de quinta-feira, 13, onde residia na rua Sananduva, bairro Feldmann.

Passado o susto, o homem conseguiu se instalar. Agora está residindo há uma quadra onde a tragédia aconteceu, na rua São Gerônimo, também no mesmo bairro. A morada foi obtida através dos esforços da sua empresa, através dos chefes João Francisco, o Chiquinho, e Gilberto Tuti. “A prioridade era arrumar logo uma casa para ele. Ficamos lá até às 21h30 ajudando ele a organizar tudo. Devagarinho ele vai se recuperar”, comentou Chiquinho.

Com uma pequena ajuda dos amigos

A empresa onde Valdair trabalha, aliás, tem tido papel importante na sua recuperação. Os colegas de trabalho, ontem mesmo, fizeram uma “vaquinha” para angariar fundos, e uma boa quantia foi levantada. Através desta amizade também surgiram as primeiras doações, em especial roupas, alimentos e alguns móveis.

Neste momento Valdair já conta com uma geladeira, fogareiro, sofá, colchão, roupa de cama e algumas roupas. Agentes de Saúde da Prefeitura e frequentadores da igreja onde o morador costuma ir, também foram essenciais neste recomeço, obtendo donativos e espalhando a campanha de ajuda. De acordo com Chiquinho, as prioridades para o novo lar de Valdair agora são uma pia, armário aéreo, roupeiro e uma cama. “Quem tiver algum destes itens que esteja sobrando, pode nos contatar que a gente faz esta ponte”, comentou o empresário.

Uma manhã para esquecer

Valdair de Souza estava trabalhando quando foi interrompido pelos chefes João Francisco e Gilberto. O morador então recebeu aquela que seria uma das piores notícias da sua vida. Na manhã de ontem, sua residência no bairro Feldmann foi destruída por um incêndio, que ainda não se sabe as causas.

Era por volta de 10 horas quando vizinhos perceberam a fumaça negra subindo ao ar e o cheiro de madeira queimada tomando conta da rua Sanaduva, no bairro Feldmann. Aturdidos com a cena, se mobilizaram com baldes e mangueiras para tentar combater as chamas, que se alastraram rapidamente pelo imóvel de madeira e alvenaria.

Pela proximidade com outras duas casas, o pânico tomou conta. O vizinho do imóvel de trás comentou que, se não fosse a rápida ação de todos, as chamas certamente chegariam a sua casa. A residência da frente, no entanto, é de Sênio Spiecker, dono, inclusive, do imóvel incendiado. Valdair era seu inquilino.

Nada sobrou na residência de Valdair (Créd. Rafael Petry)

Pânico e correria

As guarnições dos bombeiros de Ivoti e Estância Velha chegaram ao local com três caminhões. Uma delas, no entanto, retornou para a base de Estância em seguida. Os soldados de Ivoti permaneceram e, como a casa já estava praticamente perdida, eles tiveram a preocupação de conter as chamas para não atingir as residências vizinhas.

A casa do Seu Sênio, por exemplo, chegou a ter um princípio próximo a caixa d´água, porém foi controlado antes de ganhar proporção. Para combater as chamas foram usados 5.500 litros de água e o trabalho de rescaldo no local foi até as 11h30.

Durante o trabalho de rescaldo dos bombeiros, entre madeiras chamuscadas e móveis carbonizados, Valdair observava atônito a cena, sem conseguir acreditar que poucas horas antes tinha saído daquele local onde antes era seu lar. “Sempre que saio de casa eu desligo tudo. Não entendo o que aconteceu aqui. Só pode ter sido um curto circuito”, comentou com os vizinhos, enquanto era confortado por todos.

Ao lado dos chefes, João e Gilberto, que o trouxeram até o local, o rapaz olhava para o interior do imóvel que morou por quatro anos, tentando em vão encontrar algo que pudesse salvar. Valdair de Souza morava sozinho.

Há três anos trabalha na Funilaria Alternativa com serviços gerais, onde seus superiores o consideram um profissional dedicado e prestativo. “Certamente colocaremos a nossa empresa à disposição dele para auxiliá-lo. A comunidade também deve abraçar a causa. Bem material se recupera”, destacou João, apoiando o funcionário.

Entre perdas, tristeza pela bicicleta

Valdair é natural de Três Passos, assim como boa parte da comunidade colorense. Ele chegou a residir no município por seis anos, quando decidiu se mudar para Três de Maio, onde mora a mãe. Foi para tentar arrumar um bom emprego e, como as ofertas não eram para seu ofício, acabou retornando para Lindolfo. “Lindolfo Collor é bom de se trabalhar. Sempre tem emprego”, afirmou Valdair.

Ao chegar, pouco possuía para preencher uma casa. “A gente percebia que ele ia juntando dinheiro para comprar tudo”, lamentou o chefe de Valdair. Quando questionado se algo ainda poderia ser aproveitado dos escombros, o morador surpreendeu: “Talvez o fogão, mas acho difícil. O que mais me doeu entre as perdas, foi uma bicicleta novinha. Inclusive ainda estou pagando por ela”. De acordo com ele, o “xodó” havia sido adquirido a pouco tempo pelo valor aproximado de R$ 2 mil.

Ajude o Valdair

Ainda no local do incêndio, vizinhos procuraram confortar Valdair e ali mesmo se iniciou uma pequena arrecadação de bens para amenizar a situação. Entre promessas de doações, colchão, cama e alguns itens de primeira necessidade. Questionado se ele tinha parentes ou amigos que pudessem lhe oferecer abrigo, o funileiro comentou que já tinha uma casa em vista para alugar.

A Funilaria Alternativa se colocou à disposição para receber donativos em prol do funcionário. Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato pelo fone (51) 3552-1343. A empresa fica localizada na Rua Walter Arthur Heinz, 29 – Industrial. E quem tiver interesse em contatar diretamente Valdair de Souza, pode fazê-lo pelo fone (51) 99537-8982.