Bernardo: morte do menino inspirou criação de lei (Créditos: Arquivo pessoal)

Região – O julgamento do Caso Bernardo, que ocorre desde segunda-feira, 11, em Três Passos, vem gerando opiniões e grande repercussão desde que veio à tona a sequência de fatos que culminaram na morte do menino, em 2014. Relatos de maus-tratos que teriam sido cometidos à criança, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, chamam a atenção para o problema.

O agravante, neste caso, é que os abusos teriam sido cometidos pelos próprios familiares, que são acusados no processo, como o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, além da madrasta Graciele Ugulini, bem como pelos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.

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Em entrevista à Rádio Ivoti, a representante da Associação dos Conselheiros Tutelares do Rio Grande do Sul (Aconturs), Julia Kefer, diz que a necessidade de denunciar os casos de maus-tratos pode evitar tragédias como a que vitimou Bernardo.

No Brasil, existe, por exemplo, a Lei Menino Bernardo de 2014, que proíbe o castigo físico como forma de correção. “É necessário não se calar diante de fatos como este, além de procurar denunciar quando preciso”, afirma Júlia.

“É um ser humano, e quando a gente se omite, também está sendo agressivo com ele. Temos que construir um ser humano com muito mais amor, não batendo em uma criança e depois dizendo ‘eu te amo’. Agindo assim, ela vai ter o pensamento de que quem ama pode bater, o que não é verdade”, explica Julia.