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Família de Nova Petrópolis está em Portugal com recém-nascida sem conseguir retornar

Os pais Rafael e Eloa, com Lilia e a pequena Agnes (Créd.: Rafael Barbosa)

Nova Petrópolis – Lilia Zimmermann, de 61 anos, é moradora da Vila Olinda e vive um drama familiar devido à pandemia mundial que se instaurou pelo mundo. Há mais de um mês em Portugal, quando o coronavírus ainda não tinha se espalhado, Lilia foi para Lisboa presenciar o nascimento de sua neta e agora ela e sua família não conseguem voltar pra casa.

Sua filha, grávida, e seu genro foram ao país lusitano ainda em dezembro do ano passado, a intenção era ficar em definitivo em Portugal, principalmente após o nascimento da filha do casal, que ocorreu no dia 26 de fevereiro. Lilia quis presenciar a chegada da netinha e auxiliar o casal, chegou em Lisboa no dia 19 de fevereiro, já com passagens de volta marcadas para o dia 3 de abril.

Porém, tudo mudou e a família vive situação complicada. As passagens da Nova-Petropolitana foram remarcadas e canceladas duas vezes. As consultas pós-parto e vacinas que estavam agendadas para a mãe e a recém-nascida, também não possuem mais data para acontecer. Devido a crise, o genro de Lilia e pai da menina perdeu o emprego, e por isso, também decidiram retornar ao Brasil. Compraram as passagens para o dia 9 de abril, mas desde este domingo, 22, o voo Lisboa-São Paulo não aparece mais no sistema, embora São Paulo-Porto Alegre, sim.

Bebê sem registro

Além de ter as consultas e vacinas suspensas, a menina não consegue ser registrada. Para ser uma cidadã portuguesa, os pais precisariam estar residindo em Portugal há dois anos. “Ela é somente brasileira, neste caso, a certidão de nascimento deve ser feita em repartição consular brasileira”, conta o pai da menina, Rafael.

A família entrou em contato com o consulado brasileiro, mas diz que não receberam nenhum auxílio. “Meu genro falou pelo telefone com o consulado na semana passada. Eles disseram que fariam emergencialmente a certidão de nascimento e a ARB (Autorização de Retorno ao Brasil), mas depois eles disseram que todos os serviços estavam cancelados”, contou Lilia. Agora, ela diz que não conseguem mais contato e não sabem se farão a certidão de nascimento, nem se conseguirão retornar pra casa.

Nesta segunda, 23, a família preencheu um formulário do Itamaraty pra que possam ser resgatados. “A Anac está ajudando mais ainda não temos uma resposta”, finalizou Lilia.

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